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Energia solar para empresa: como saber se vale a pena

Energia solar para empresa: como saber se vale a pena

Vale a pena quando a economia estimada na conta compensa o investimento, e isso muda de empresa para empresa. A resposta sai de quatro pontos: quanto e quando a empresa consome, como é a conta de luz, onde a usina vai ficar e como ela será paga.

1. Quanto e quando a empresa consome

Empresa que funciona de dia usa boa parte da energia na hora em que as placas geram, sem passar pela rede. Quem consome mais à noite depende da energia que a usina mandou para a rede durante o dia e que volta como desconto. Em toda usina nova, essa energia paga uma parte da tarifa de uso da rede, então a energia usada na hora costuma valer mais.

As faturas dos últimos doze meses mostram o consumo ao longo do ano, e é delas que sai o tamanho da usina. Ela também precisa caber no limite da ligação: passar dele exige pedir aumento à distribuidora. Usina muito maior que o consumo costuma não compensar, porque o crédito que sobra tem prazo de validade.

2. Como é a conta de luz

Comércios e pequenas empresas costumam ser atendidos em baixa tensão e pagam pela energia consumida. Empresas maiores, em média ou alta tensão, em geral pagam também a demanda contratada, a potência reservada para elas na rede.

A usina reduz a energia que a empresa compra da distribuidora. Continuam na conta:

  • em média e alta tensão, a demanda contratada;
  • em baixa tensão, o valor mínimo da ligação, que não se soma à cobrança pelo uso da rede: vale o que for maior;
  • uma parte da tarifa de uso da rede sobre a energia compensada;
  • a contribuição de iluminação pública, onde a prefeitura cobra na conta de luz;
  • os impostos, conforme o estado e o porte da usina.

Por isso a conta não zera, e o estudo precisa mostrar o que continua.

3. Onde a usina vai ficar

  • Telhado. Conta a área livre, a direção, a sombra de prédios e árvores e, principalmente, a condição da estrutura. Telhado que precisa de reforma deve ser resolvido antes.
  • Solo. Quem tem terreno, como em uma propriedade rural, pode instalar no chão, com estrutura própria.
  • Outro endereço. A lei permite gerar em um imóvel e usar os créditos em outro do mesmo titular, a mesma pessoa física ou a mesma empresa, com matriz e filiais. Usina no nome do sócio ou de outra empresa do grupo não entra, e em geral os dois imóveis precisam ser da mesma distribuidora. Nesse formato, toda essa energia passa pela rede, e o custo de uso da rede pesa mais.

Em imóvel alugado, a instalação depende de acordo por escrito com o proprietário, e vale pensar no prazo do contrato.

4. Como a usina será paga

À vista, a conta é direta: o investimento contra a economia estimada. No financiamento, o que se compara é a parcela com a economia mensal estimada. A aprovação e as condições do crédito são do banco.

Desconfie de retorno garantido. A economia depende do consumo, da tarifa, da geração e das regras pelo uso da rede, e tudo isso muda com o tempo. Uma boa proposta mostra as premissas da conta.

O que pedir na proposta

  • A geração estimada mês a mês.
  • O que continua sendo cobrado na fatura.
  • As garantias dos equipamentos e do serviço, por escrito.
  • O que está incluído: projeto, instalação e o processo junto à distribuidora.

Quer analisar o caso da sua empresa? Chame a MV EnergySol pelo WhatsApp e envie as últimas faturas.

Fonte: Lei nº 14.300, de 2022, e Resolução Normativa ANEEL nº 1.000, de 2021, nas versões atualizadas.

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